Justiceiros
Mulher brasileira pode ter sido sequestrada em Ponta Porã antes de execução
A vítima foi identificada como Miriam Moraes Cardoso
Publicado em
15/07/2026 às 07:42
Atualizado em
A brasileira Miriam Moraes Cardoso pode ter sido sequestrada em Ponta Porã antes de ser levada para o Paraguai, onde foi assassinada. A informação passou a ser uma das principais linhas de investigação das autoridades paraguaias após a identificação da vítima, encontrada morta na tarde desta terça-feira (14) em uma estrada vicinal da região de Portera Ortiz, no distrito de Cerro Corá'i, em Pedro Juan Caballero.
Mais cedo, a polícia havia informado apenas que se tratava de uma mulher jovem, encontrada com sinais de tortura e um profundo corte no pescoço. A identificação foi confirmada posteriormente por uma cunhada da vítima às autoridades paraguaias.
O corpo foi localizado por volta das 12h30, próximo à linha internacional que separa Pedro Juan Caballero de Ponta Porã. Ao lado da vítima, os policiais encontraram um pedaço de papelão com uma mensagem atribuída ao grupo denominado "Justiceiros da Fronteira", contendo as frases "Não roubar" e "+1 aviso".
De acordo com o médico legista Marco Prieto, Miriam apresentava diversas lesões pelo corpo. Ela estava com as mãos e os pés amarrados, tinha ferimentos no rosto e sofreu um profundo corte no pescoço, apontado como a causa da morte.
A perícia também constatou sinais compatíveis com aproximadamente 12 horas de óbito, indicando que o assassinato pode ter ocorrido durante a noite de segunda-feira (13).
Agora, uma das hipóteses investigadas é a de que Miriam tenha sido sequestrada em Ponta Porã e levada para o lado paraguaio da fronteira, onde acabou assassinada. Até o momento, contudo, essa informação ainda é tratada como preliminar e não foi oficialmente confirmada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
A suspeita reforça outra linha já levantada pela Polícia Nacional do Paraguai, de que a mulher pode não ter sido morta no mesmo local onde o corpo foi encontrado.
O caso também chama atenção pela presença do bilhete deixado ao lado da vítima. Segundo a polícia paraguaia, este é o terceiro episódio recente na região em que corpos são encontrados acompanhados de mensagens atribuídas aos chamados "Justiceiros da Fronteira". Nos casos anteriores, as vítimas também apresentavam sinais de violência extrema e foram mortas com armas brancas.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar possíveis envolvidos e confirmar se o homicídio tem ligação com outros casos registrados recentemente na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai.

Bilhete encontrado perto do corpo (Fotos: Marciano Candia)
Fonte: Gabi Cenciarelli e Helio de Freitas, de Dourados/Campo Grande News
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