Portal da Cidade Caarapó

Operação

“Arsenal bélico” em casa de empresário em MS leva tribunal a manter prisão preventiva

Entre as armas está um fuzil Taurus T4 (calibre 5,56) encontrado sobre um guarda-roupa

Publicado em 04/06/2026 às 10:06

Parte das armas apreendidas na casa do acusado em Campo Grande. (Foto: MPMS)

Um dos presos na Operação Pietra Cava, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em abril deste ano, o empresário e pecuarista Eduardo Gauna Filho tinha um “arsenal bélico” em casa, no bairro Novos Estados, segundo acórdão da 3ª Câmara Criminal que manteve a prisão preventiva dele.

No dia da ação, em Campo Grande, ele estava em casa com a esposa e a filha, de 4 anos de idade, enquanto várias armas estavam espalhadas em áreas distintas do local, inclusive na cozinha. Mesmo apresentando registro de CAC (Certificado de Colecionador, Atirador e Caçador), a prisão foi mantida porque o que foi apreendido “possuía destinação incompatível com as atividades legalmente permitidas ao CAC”.

Entre as armas está um fuzil Taurus T4 (calibre 5,56) encontrado sobre um guarda-roupa, equipado com luneta, além de um supressor de ruído na sala. A lista completa inclui diversos carregadores; expressiva quantidade de munições de calibres variados; bem como uma pistola Taurus G3, calibre 9 mm, equipada com Red Dot (dispositivo de mira óptica reflexiva).

O acórdão, baseado na denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), destacou que não havia registro de todas as armas e que “a apreensão de supressor de ruído e de acessórios não cadastrados no acervo oficial do paciente, evidencia desvio de finalidade da autorização administrativa”. O armamento, ainda, estava em Campo Grande, mas o certificado autorizava transporte apenas entre Terenos e Bonito.

Advogado de Eduardo, Marcelo Radaelli, afirmou que “há nos autos vasta documentação comprovando que ele é caçador regularizado” e que a afirmação de “arsenal bélico” é exagerada “porque o fato dele ter arma de caça, e registros e documentos retiram tal acusação”. O defensor afirmou ainda que tentará nova apelação.

Pietra Cava - Conduzida pelo Gaeco, a Operação Pietra Cava cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã, Jardim, Campo Grande e Bonito.

As investigações revelaram que a organização criminosa usava a empresa de marmoraria para transportar cocaína em meio a cargas de pedras. Somente em 2025, quase 800 quilos de cocaína da quadrilha foram apreendidos em ações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na região de Guia Lopes da Laguna.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o nome da operação é uma referência ao modo usual como a organização criminosa transportava cocaína, em perfurações nas pedras de mármore, para ocultar a droga.

Fonte:

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp