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Prefeitura reforça alerta e orienta sobre cuidados contra a síndrome mão-pé-boca

A doença mão-pé-boca é geralmente leve e autolimitada, sendo mais frequente em crianças menores de cinco anos

Publicado em 01/10/2026 às 07:37
Atualizado em

(Foto: Divulgação/Geração IA )

A Secretaria Municipal de Saúde de Caarapó, por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica, orienta a população e reforça os cuidados relacionados à síndrome mão-pé-boca, uma infecção viral contagiosa que ocorre principalmente em crianças pequenas e pode se espalhar com facilidade em creches, escolas e outros ambientes coletivos.

A doença mão-pé-boca é geralmente leve e autolimitada, sendo mais frequente em crianças menores de cinco anos, embora também possa afetar crianças maiores e adultos. Entre os principais agentes causadores estão os vírus Coxsackie A16, A6 e Enterovirus 71.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções respiratórias, saliva, fezes, líquido presente nas vesículas e também por meio de objetos ou superfícies contaminados. O período de incubação costuma variar de três a sete dias, enquanto a transmissão é mais intensa durante a primeira semana da doença.

Os primeiros sintomas podem incluir febre, mal-estar, dor de garganta e falta de apetite. Depois de um ou dois dias, podem surgir lesões dolorosas na boca, que podem evoluir para pequenas úlceras, além de manchas ou pequenas bolhas nas mãos e nos pés. As lesões também podem aparecer em outras regiões do corpo, como nádegas, joelhos e cotovelos.

A presença de lesões na boca pode provocar aumento da salivação, dificuldade para se alimentar e recusa de líquidos, o que aumenta o risco de desidratação. Na maioria dos casos, a evolução é favorável e a doença melhora espontaneamente em aproximadamente sete a dez dias. Mesmo assim, é importante acompanhar a evolução dos sintomas, especialmente em crianças pequenas, e procurar avaliação de um profissional de saúde quando necessário.

O tratamento é principalmente sintomático e de suporte, com atenção especial à hidratação. É recomendado oferecer líquidos com frequência e, quando houver dor na boca, dar preferência a alimentos macios, pastosos e frios, evitando alimentos muito ácidos, salgados ou condimentados. Medicamentos para dor e febre devem ser utilizados conforme orientação de um profissional de saúde. O AAS não deve ser administrado a crianças, enquanto antibióticos e antivirais não são indicados rotineiramente para o tratamento da doença.

Os responsáveis devem ficar atentos a sinais que exigem avaliação médica, como recusa persistente de líquidos, sinais de desidratação, vômitos, sonolência excessiva, irritabilidade intensa, convulsões, dor de cabeça forte, rigidez na nuca, dificuldade para respirar ou febre persistente.

A doença apresenta comportamento sazonal em algumas regiões, com maior circulação dos enterovírus em períodos mais quentes do ano, embora possa ocorrer durante todo o ano. O calor, por si só, não causa a doença. A transmissão continua acontecendo principalmente por meio do contato com secreções, fezes, lesões e objetos ou superfícies contaminados. Por isso, mesmo durante períodos de temperaturas elevadas, os cuidados de higiene e prevenção devem ser mantidos, principalmente em locais com grande circulação de crianças.

A principal medida para reduzir a transmissão é a lavagem frequente das mãos com água e sabão, especialmente depois de trocar fraldas, utilizar o banheiro e antes de preparar ou consumir alimentos. Também é importante realizar a limpeza frequente de brinquedos, mesas, maçanetas, banheiros, trocadores e outras superfícies de uso compartilhado, principalmente em creches e escolas.

Copos, talheres, mamadeiras, toalhas, chupetas e outros objetos de uso pessoal não devem ser compartilhados. Crianças que apresentarem sintomas devem ser avaliadas e permanecer afastadas das atividades coletivas enquanto estiverem doentes, seguindo a orientação do profissional de saúde e os protocolos locais para o retorno às atividades.

A identificação precoce dos casos, a hidratação adequada e a adoção de medidas simples de higiene são importantes para reduzir a circulação do vírus e proteger crianças, familiares e profissionais que convivem em ambientes coletivos.

Embora a doença mão-pé-boca geralmente apresente evolução favorável, é importante manter atenção aos sintomas, principalmente em crianças pequenas. Em caso de dúvidas ou diante da presença de sinais de alerta, a orientação é procurar um serviço de saúde para que seja realizada uma avaliação adequada.

Fonte: Comunicação/Prefeitura

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