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Prefeitura de Caarapó amplia monitoramento do Aedes aegypti nas aldeias indígenas

Ao todo, 190 armadilhas estão instaladas e são monitoradas na sede do município e nas aldeias indígenas Te’yikue e Guyraroká

Publicado em 21/10/2026 às 07:21

(Foto: Comunicação/Prefeitura)

A Prefeitura de Caarapó ampliou o monitoramento entomológico do mosquito Aedes aegypti com a implantação de ovitrampas na Aldeia Indígena Guyraroká e a capacitação de profissionais que atuam na comunidade. A iniciativa fortalece as ações de prevenção e controle de vetores e garante que todas as localidades indígenas do município contem com essa modalidade de acompanhamento. Ao todo, 190 armadilhas estão instaladas e são monitoradas na sede do município e nas aldeias indígenas Te’yikue e Guyraroká.

A ação foi realizada em 30 de setembro de 2026, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento Municipal de Controle de Vetores, com a promoção de um treinamento teórico e prático voltado à implantação do sistema de monitoramento por ovitrampas na comunidade indígena Guyraroká.

A atividade reuniu representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), do Polo Base de Saúde Indígena de Caarapó, além de lideranças locais e agentes municipais de combate às endemias. Durante a capacitação, Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) receberam orientações sobre a instalação, o acompanhamento e a coleta das armadilhas, ampliando a capacidade das equipes locais para desenvolver o monitoramento.

Com a implantação do sistema na Aldeia Guyraroká, todas as localidades indígenas de Caarapó passaram a contar com essa modalidade de monitoramento, que já era realizada na Aldeia Te’yikue e na sede do município. A distribuição das 190 ovitrampas permite acompanhar a presença e a distribuição dos mosquitos, fornecendo informações importantes para o planejamento das ações de prevenção e controle de vetores.

O treinamento contou com a participação do doutor Paulo Silva de Almeida, gerente técnico do Núcleo Estadual de Entomologia da SES/MS, e de Gilmar Cipriano Ribeiro, gerente técnico do Programa Estadual de Controle das Leishmanioses. Também participaram Elisabete Fernandes, chefe do Polo Base de Saúde Indígena de Caarapó; Adalberto Araújo Correa, representante do DSEI/MS; e os agentes municipais de combate às endemias Marcio Lima Gonçalves e Taciane Alves Zafalon, além de lideranças da comunidade indígena.

As ovitrampas são armadilhas utilizadas para identificar a presença de mosquitos e acompanhar sua distribuição em determinada área. Elas são compostas por um recipiente escuro com água e uma palheta de madeira, na qual as fêmeas depositam seus ovos. Após um período de exposição, as palhetas são recolhidas pelas equipes e encaminhadas para análise e contagem. Os resultados contribuem para reconhecer áreas que necessitam de maior atenção e orientar as estratégias de prevenção e controle.

A Secretaria Municipal de Saúde também reforça que a participação da população é fundamental para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Os cuidados devem ser intensificados especialmente durante os períodos chuvosos, quando o acúmulo de água pode favorecer a formação de criadouros.

Entre as principais recomendações estão verificar regularmente quintais, terrenos e áreas externas, eliminar recipientes que possam acumular água, manter as caixas-d’água bem fechadas e limpar calhas. As visitas dos agentes de controle de vetores também são importantes para identificar possíveis focos do mosquito e orientar os moradores sobre as medidas necessárias.

Com a ampliação do monitoramento para todas as localidades indígenas, a capacitação das equipes e a participação da comunidade, o município fortalece as estratégias de vigilância entomológica e prevenção de doenças. O trabalho integrado entre os profissionais de saúde, os agentes indígenas e a população contribui para identificar áreas de risco, orientar as ações de combate aos vetores e proteger a saúde dos moradores de Caarapó.


Fonte: Comunicação/Prefeitura

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