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Agronegócio

Ministro da Agricultura cita MS como porta de entrada para parceria com Bolívia

Fávaro também citou a BR-364 e a hidrovia do Rio Madeira como corredores estratégicos nessa integração

Publicado em 17/03/2026 às 15:49
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em coletiva com jornalistas nesta terça-feira, em São Paulo. (Foto: Guilherme Correia)

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou nesta terça-feira (17) Mato Grosso do Sul como peça central na integração do agronegócio brasileiro com a Bolívia.

O titular da pasta esteve na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), no Fórum Empresarial Brasil-Bolívia, evento o qual o presidente boliviano Rodrigo Paz também participou.

Fávaro apontou que a fronteira entre Brasil e Bolívia passa diretamente por estados produtores — Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, as rotas logísticas que cruzam o estado, incluindo a Rota Bioceânica, são alternativas de baixo investimento para o escoamento da produção boliviana em direção aos portos brasileiros.

"Por mais que seja muito importante e esteja em planejamento estratégico tanto do Brasil quanto da Bolívia as rotas bioceânicas, há conexões muito rápidas e de muito baixo investimento que visam o escoamento da safra boliviana.”

Fávaro também citou a BR-364 e a hidrovia do Rio Madeira como corredores estratégicos nessa integração.

Bolívia como parceira do campo sul-mato-grossense

O ministro destacou que a Bolívia tem terras férteis e potencial tecnológico ainda pouco explorado e que o novo governo boliviano (partido XYZ), representado pelo presidente Rodrigo Paz, oferece segurança jurídica que antes era uma barreira para investimentos brasileiros.

"Havia barreiras ideológicas. Esse governo que chega e toca o desenvolvimento, trazendo segurança jurídica para a produção boliviana, passa a ser um atrativo para empresários que visam investir na Bolívia", disse Fávaro.

Para o ministro, a cooperação deve beneficiar diretamente os estados fronteiriços. "Se caminharmos nesse sentido com a cooperação Brasil-Bolívia, os dois países vão ganhar."

Crise sanitária com a China

Já em relação ao principal comprador da soja brasileira, Fávaro descartou risco de bloqueio chinês, mas admitiu que o problema é real. A reclamação da China não é sobre a qualidade do grão, mas sobre a presença de sementes de ervas daninhas quarentenárias nos carregamentos.

"A qualidade comercial da soja brasileira é inquestionável. Não se põe isso na mesa", afirmou o ministro.

Para resolver a questão, Fávaro anunciou que representantes do Ministério da Agricultura viajam à China na próxima semana para negociar um protocolo sanitário formal. Uma das propostas é o esmagamento da soja diretamente nos portos, eliminando o risco de transporte do grão pelo interior do país.

Sobre navios retidos nos portos chineses aguardando análise, o ministro informou que alguns já foram liberados e que os demais têm análise em caráter prioritário. "Tolerância zero é o que a China está exigindo hoje.”.

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