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Rio Brilhante

Engenheira agrônoma mostra sem filtro como é a vida da mulher dominando o campo em MS

Pelas redes sociais, Eliane Carlos de Oliveira, de 50 anos compartilha o dia a dia no campo

Publicado em 11/05/2026 às 15:47

(Foto: Reprodução/Campo Grande News)

Filha da lida rural e apaixonada pelo campo desde a infância, a engenheira agrônoma Eliane Carlos de Oliveira, de 50 anos, transformou a profissão em uma missão que vai além das porteiras. Pelas redes sociais, ela compartilha o dia a dia no campo, ensina sobre produção rural e mostra, de forma prática, os desafios e encantos de quem vive da terra.

Moradora de Rio Brilhante, Eliane nasceu em Santa Catarina, mas chegou ainda criança a Mato Grosso do Sul, onde construiu sua trajetória ligada ao campo. Filha de trabalhador de fazenda, ela viu a infância ser transformada quando precisou deixar o campo para morar na cidade após a separação dos pais.

Foi justamente dessa ruptura que nasceu a decisão de cursar agronomia para manter a conexão com esse universo. “Com 12 anos eu decidi que faria agronomia. Era a forma de continuar próxima daquilo que sempre amei”, conta.

Hoje, com 26 anos de carreira, ela atua na área, ensina novos profissionais e também encontrou nas redes sociais um espaço para aproximar o campo da cidade.

Em seus perfis, Eliane compartilha a rotina da lavoura, faz reflexões sobre o uso de tecnologias e fala sobre produção em larga escala. A proposta é apresentar a realidade sem romantização, mas com conhecimento e paixão.  “Quero mostrar o que realmente acontece no campo. As pessoas muitas vezes opinam sem conhecer a realidade”, explica.

Além da vivência profissional, Eliane também é mãe de três filhos, Pietra, de 20 anos, João, de 17, e Pedro, de 10, e lida com os desafios de conciliar maternidade e uma carreira exigente no setor agropecuário.

Ela relembra que ser mãe dentro do agro exigiu reinvenção, especialmente após o nascimento da primeira filha. “Ser mãe e engenheira agrônoma é desafiador. O agro não para, não tem hora, e você precisa de uma rede de apoio para conseguir equilibrar tudo”, destaca.

Para ela, ser “mãe do agro” vai além dos filhos biológicos. Inclui também o cuidado com a produção, com os alunos e com a missão de ensinar. “Cada plantinha que cresce, cada aluno que aprende, tudo isso também faz parte da minha maternidade”, define.

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