Meio rural
Cidade de MS tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil, aponta IBGE
O município de MS fica atrás somente de São Félix do Xingu, no Pará, que lidera o ranking nacional com aproximadamente 2,7 milhões de bovinos
Publicado em
30/09/2026 às 11:22
Atualizado em
Mato Grosso do Sul mantém uma de suas cidades entre os maiores polos da pecuária brasileira. Corumbá possui cerca de 2,2 milhões de cabeças de gado e aparece como o segundo município com o maior rebanho bovino do Brasil, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (30).
Conforme o Correio do Estado, a dimensão do rebanho de Corumbá fica ainda mais evidente quando comparada ao número de moradores. Com cerca de 2,2 milhões de bovinos e uma população estimada em pouco mais de 96 mil habitantes, o município tem aproximadamente 23 bois para cada morador.
O município sul-mato-grossense fica atrás somente de São Félix do Xingu, no Pará, que lidera o ranking nacional com aproximadamente 2,7 milhões de bovinos. Depois de Corumbá aparecem Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão de animais.
Maiores rebanhos bovinos do Brasil
1º São Félix do Xingu (PA) - 2,7 milhões de cabeças
2º Corumbá (MS) - 2,2 milhões
3º Porto Velho (RO) - 1,7 milhão
4º Cáceres (MT) - 1,4 milhão
5º Marabá (PA) - 1,3 milhão
A dimensão do rebanho corumbaense chama atenção até mesmo quando comparada à pecuária de estados inteiros. Sozinha, a cidade concentra aproximadamente 1 em cada 100 bovinos existentes no Brasil, considerando que o País encerrou 2025 com 234,3 milhões de cabeças.
O levantamento do IBGE mostra que a pecuária bovina brasileira atravessa um período de redução dos rebanhos. O País registrou 234,3 milhões de bovinos em 2025, queda de 1,7% em relação a 2024. Foi o segundo ano consecutivo de retração e o menor efetivo nacional desde 2022.
Ao mesmo tempo, a redução ocorreu em um ano de forte movimentação da cadeia da carne. Segundo o IBGE, o Brasil alcançou recordes no abate de bovinos e nas exportações de carne bovina in natura.
O número de animais abatidos sob inspeção sanitária chegou a 43 milhões de cabeças em 2025, o maior volume da série histórica da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais.
MS tem 17,9 milhões de bovinos
No ranking estadual, Mato Grosso do Sul possui o quinto maior rebanho bovino do País, com aproximadamente 17,9 milhões de animais. O Estado responde por 7,7% de todo o efetivo nacional e permanece atrás de Mato Grosso, Pará, Goiás e Minas Gerais.
Mato Grosso ocupa a primeira posição, com 31,6 milhões de cabeças, seguido pelo Pará, com 25,6 milhões; Goiás, com 22,5 milhões; e Minas Gerais, com 22,1 milhões. Juntos com Mato Grosso do Sul, os cinco estados concentram 51,1% de todos os bovinos existentes no Brasil.
Estados com os maiores rebanhos bovinos
1º Mato Grosso - 31,6 milhões de cabeças
2º Pará - 25,6 milhões
3º Goiás - 22,5 milhões
4º Minas Gerais - 22,1 milhões
5º Mato Grosso do Sul - 17,9 milhões
Apesar da posição de destaque, o levantamento registra queda no rebanho de Mato Grosso do Sul em 2025. A retração também atingiu Mato Grosso e Goiás e contribuiu para que o Centro-Oeste reduzisse seu efetivo bovino pelo terceiro ano consecutivo.
Mesmo assim, a região continua sendo a principal concentração de gado do País, com 72,2 milhões de cabeças, equivalentes a 30,8% do total brasileiro.
Corumbá entre os gigantes da pecuária
A posição de Corumbá ganha ainda mais relevância diante da dimensão territorial da pecuária brasileira. Dos municípios do País, 5.537 registraram criação de bovinos em 2025. Nesse universo, apenas São Félix do Xingu apresentou um rebanho superior ao da cidade sul-mato-grossense.
Os cinco municípios com os maiores rebanhos, São Félix do Xingu, Corumbá, Porto Velho, Cáceres e Marabá, somam aproximadamente 9,3 milhões de bovinos e concentram 4% de todo o efetivo nacional.
A PPM tem como data de referência 31 de dezembro e reúne informações sobre os efetivos da pecuária existentes nos municípios brasileiros, além da produção de origem animal e de seus respectivos valores.
Os dados são levantados pelo IBGE a partir de consultas a produtores, técnicos, entidades públicas e privadas e órgãos ligados à atividade agropecuária.
Fonte: Welyson Lucas/Correio do Estado
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